Guilhermo Reis - 2006
Jumpexec
Todos os dias nós remamos com nossos mouses pelo infomar da web. Navegamos por sites calmos e agitados. Atravessamos webpages nunca dantes navegadas. Mas o que é navegar? Por que comparamos nossos cliques aos movimentos de um marinheiro navegando em um grande oceano? E principalmente, por que nos perdemos ao navegar por um website confuso?
Navegar é sair de um ponto de origem e ir para um ponto de destino que está fora do alcance dos nossos olhos, um ponto sem contato visual. Por isso utilizamos o termo navegar não apenas para as viagens de barcos e navios, mas para toda sorte de meios de transporte inventados pela humanidade. Temos navegantes e instrumentos de navegação nos aviões comerciais, nos carros de rally e até na nave que levou nosso astronauta brasileiro à estação espacial internacional.
Da mesma forma, um usuário, ao percorrer um site, busca uma página de destino onde estão as informações que precisa. Essa página está fora do alcance dos seus olhos e por isso ele precisa percorrer o site para encontrá-la, ou seja, precisa navegar pelo site.
E o que precisamos para navegar na web?
Seja no mundo real ou no mundo virtual para navegar precisamos de pontos de referência para determinar a nossa posição espacial e a direção a seguir. Um marinheiro usa como ponto de referência o Sol, as estrelas e os satélites do GPS. Um piloto de rally usa árvores, rochas e diversos outros marcos que aparecem no seu caminho. Até nós, ao andarmos em nossas cidades usamos pontos de referência para indicarmos um caminho: “No farol vire a esquerda”.
No mundo real as referências já existem e fazem parte do ambiente. Árvores, rios, montanhas e estradas. É infinita a quantidade de pontos de referência que o mundo físico oferece para seus navegadores se orientarem.
Em um site, ao contrário, essas referências não existem. Como as placas de uma rua, é necessário criar um sistema de navegação que estabeleça pontos de referência e uma sinalização para orientar o usuário no seu caminho. A falta de um sistema como esse faz com que o usuário se perca, fique a deriva ao navegar no site.
Os sistemas de navegação dos websites são compostos por diversos elementos. Os mais comuns são o menu local, a barra de navegação global, o bread crumb, os cross contents, o mapa do site, o índice remissivo e, acredite, até pelo logotipo da empresa. Cada um desses elementos tem a função de informar ao usuário a sua posição no site e indicar que direção tomar.
Projetar sistemas de navegação eficientes é um dos objetivos da Arquitetura de Informação porque são eles que indicam para o usuário o caminho para encontrar a informação que precisa e tornar o site mais fácil de usar.